Losing Time / Grand Finale - Dream Theater
Losing Time / Grand Finale
She dresses in black everyday
She keeps her hair simple and plain
She never wears makeup
But no one would care if she did anyway
She doesn't recall yesterday
Faces seem twisted and strange
But she always wakes up
Only to find she'd been miles away
Absence of awareness
Losing time
A lapse of perception
Losing time
Wanting to escape
She had created a way to survive
She learned to detach from herself
A behavior that kept her alive
Hope in the face of our human distress
Helps us to understand the turbulence deep inside
That takes hold of our lives
Shame and disgrace over mental unrest
Keeps us from saving those we love
The grace within our hearts
And the sorrow in our souls
Deception of fame
Vengeance of war
Lives torn apart
Losing oneself
Spiraling down
Feeling the walls closing in
A journey to find
The answers inside
Our illusive mind
She doesn't recall yesterday
Faces seem twisted and strange
But she always wakes up
Only to find she'd been miles away
Absence of awareness
Losing time
A lapse of perception
Losing time
Wanting to escape
She had created a way to survive
She learned to detach from herself
A behavior that kept her alive
Hope in the face of our human distress
Helps us to understand the turbulence deep inside
That takes hold of our lives
Shame and disgrace over mental unrest
Keeps us from saving those we love
The grace within our hearts
And the sorrow in our souls
Deception of fame
Vengeance of war
Lives torn apart
Losing oneself
Spiraling down
Feeling the walls closing in
A journey to find
The answers inside
Our illusive mind
Losing Time / Grand Finale
She dresses in black everyday
She keeps her hair simple and plain
She never wears makeup
But no one would care if she did anyway
She doesn't recall yesterday
Faces seem twisted and strange
But she always wakes up
Only to find she'd been miles away
Absence of awareness
Losing time
A lapse of perception
Losing time
Wanting to escape
She had created a way to survive
She learned to detach from herself
A behavior that kept her alive
Hope in the face of our human distress
Helps us to understand the turbulence deep inside
That takes hold of our lives
Shame and disgrace over mental unrest
Keeps us from saving those we love
The grace within our hearts
And the sorrow in our souls
Deception of fame
Vengeance of war
Lives torn apart
Losing oneself
Spiraling down
Feeling the walls closing in
A journey to find
The answers inside
Our illusive mind
She doesn't recall yesterday
Faces seem twisted and strange
But she always wakes up
Only to find she'd been miles away
Absence of awareness
Losing time
A lapse of perception
Losing time
Wanting to escape
She had created a way to survive
She learned to detach from herself
A behavior that kept her alive
Hope in the face of our human distress
Helps us to understand the turbulence deep inside
That takes hold of our lives
Shame and disgrace over mental unrest
Keeps us from saving those we love
The grace within our hearts
And the sorrow in our souls
Deception of fame
Vengeance of war
Lives torn apart
Losing oneself
Spiraling down
Feeling the walls closing in
A journey to find
The answers inside
Our illusive mind
Anna às vezes é triste.
Olha ao redor, vê as pessoas felizes e se pergunta: será que também sou feliz, com a mesma proporção das outras pessoas?
Ela chora. Anda de preto às vezes só para ninguém reparar que ela está presente nos lugares. Esconde o rosto atrás dos cabelos vermelhos que a mãe sempre pinta quando ela vai para São Paulo visitá-la. Às vezes usa maquiagem para dar um ar mais diferente e feliz em seu rosto, mas na maioria das vezes não usa ou para não ser percebida ou para não perder tempo com uma coisa que "não tem mais jeito".
Há 4 anos atrás a depressão quase a levou dessa vida. Não via razões para continuar vivendo, tampouco pensar no futuro. "Futuro? Que futuro?" ela se perguntava entre um choro e um soluço. A depressão às vezes tenta dar as caras, mas Anna não passa da tristeza. Fica triste, chora se sentir necessidade, mas continua vivendo e resistiu a algo que na época era tão forte quanto a sua vontade de viver (que era praticamente nula).
Hoje a Anna tem uma visão de futuro. Quer continuar na profissão que escolheu a dedo que é a tão desconhecida e injustiçada Biblioteconomia. Muitos fazem piada, ficam perguntando se ela vive apenas colocando livro na estante e fica irritada quando alguém duvida da sua capacidade profissional. Quando os professores perguntam o motivo de ter escolhido o curso, muda o discurso sempre que vem uma ideia nova em sua mente: "Pq foi um curso que me tirou da depressão"; "Sempre gostei de pesquisar informações e é uma profissão que tem boas oportunidades de emprego"; "Ah, por que foi um dos cursos que se encaixou no meu perfil"...
Perfil? Uma pessoa que é fechada com pessoas novas, tímida e que não tem tanta coragem de falar com as pessoas "desconhecidas"? Que perfil é esse que "aceita" uma profissão dessas, que o tempo inteiro interage com pessoas de diferentes estilos, gostos e jeitos? É o perfil de quem precisava mudar o seu jeito de ser, e conseguiu, de alguma forma, mudar algumas coisas que até então eram imutáveis.
Anna era uma pessoa infeliz. Fica triste às vezes por estar longe de casa, da família e de estar sozinha numa cidade que há 3 anos atrás era completamente estranha e que agora ela ama. Mas e quem não fica triste por qualquer bobagem ou motivo que seja? A tristeza faz parte do nosso dia-a-dia, faz parte do nosso aprendizado e da nossa força de vontade em querer reverter a situação.
A tristeza não é algo totalmente negativo, Anna aprendeu isso futucando na ferida até que ela realmente cicatrizasse. E futucar na ferida é algo para poucos, afinal, enquanto uns correm para religiões e explicações divinas do que está realmente acontecendo, o ato de futucar te traz para a realidade (que às vezes é bem brutal e severa) e faz com que você coloque de volta os pés no chão. Ela precisou da ajuda de uma psicóloga para que o ato de futucar desse certo e quando deu, viu que conseguia se virar sozinha com seus medos, traumas e tristezas.
"Se isso não é crescer/amadurecer, então estou no mundo errado". Não Anna, você está no mundo certo. As pessoas ao seu redor que evitam o contato direto com a realidade é que não estão.
Que tal usar branco combinando com cinza amanhã? :)
Olha ao redor, vê as pessoas felizes e se pergunta: será que também sou feliz, com a mesma proporção das outras pessoas?
Ela chora. Anda de preto às vezes só para ninguém reparar que ela está presente nos lugares. Esconde o rosto atrás dos cabelos vermelhos que a mãe sempre pinta quando ela vai para São Paulo visitá-la. Às vezes usa maquiagem para dar um ar mais diferente e feliz em seu rosto, mas na maioria das vezes não usa ou para não ser percebida ou para não perder tempo com uma coisa que "não tem mais jeito".
Há 4 anos atrás a depressão quase a levou dessa vida. Não via razões para continuar vivendo, tampouco pensar no futuro. "Futuro? Que futuro?" ela se perguntava entre um choro e um soluço. A depressão às vezes tenta dar as caras, mas Anna não passa da tristeza. Fica triste, chora se sentir necessidade, mas continua vivendo e resistiu a algo que na época era tão forte quanto a sua vontade de viver (que era praticamente nula).
Hoje a Anna tem uma visão de futuro. Quer continuar na profissão que escolheu a dedo que é a tão desconhecida e injustiçada Biblioteconomia. Muitos fazem piada, ficam perguntando se ela vive apenas colocando livro na estante e fica irritada quando alguém duvida da sua capacidade profissional. Quando os professores perguntam o motivo de ter escolhido o curso, muda o discurso sempre que vem uma ideia nova em sua mente: "Pq foi um curso que me tirou da depressão"; "Sempre gostei de pesquisar informações e é uma profissão que tem boas oportunidades de emprego"; "Ah, por que foi um dos cursos que se encaixou no meu perfil"...
Perfil? Uma pessoa que é fechada com pessoas novas, tímida e que não tem tanta coragem de falar com as pessoas "desconhecidas"? Que perfil é esse que "aceita" uma profissão dessas, que o tempo inteiro interage com pessoas de diferentes estilos, gostos e jeitos? É o perfil de quem precisava mudar o seu jeito de ser, e conseguiu, de alguma forma, mudar algumas coisas que até então eram imutáveis.
Anna era uma pessoa infeliz. Fica triste às vezes por estar longe de casa, da família e de estar sozinha numa cidade que há 3 anos atrás era completamente estranha e que agora ela ama. Mas e quem não fica triste por qualquer bobagem ou motivo que seja? A tristeza faz parte do nosso dia-a-dia, faz parte do nosso aprendizado e da nossa força de vontade em querer reverter a situação.
A tristeza não é algo totalmente negativo, Anna aprendeu isso futucando na ferida até que ela realmente cicatrizasse. E futucar na ferida é algo para poucos, afinal, enquanto uns correm para religiões e explicações divinas do que está realmente acontecendo, o ato de futucar te traz para a realidade (que às vezes é bem brutal e severa) e faz com que você coloque de volta os pés no chão. Ela precisou da ajuda de uma psicóloga para que o ato de futucar desse certo e quando deu, viu que conseguia se virar sozinha com seus medos, traumas e tristezas.
"Se isso não é crescer/amadurecer, então estou no mundo errado". Não Anna, você está no mundo certo. As pessoas ao seu redor que evitam o contato direto com a realidade é que não estão.
Que tal usar branco combinando com cinza amanhã? :)
0 pontos de vista: