Quem nunca ouviu uma cantada ou recebeu uma olhada daquelas de tirar até a roupa que atire a primeira pedra (não na minha cabeça!).

No shopping, passando em frente de alguma obra (dá-lhe pedreiros!!), em postos de gasolina, alguém dirigindo num carro qualquer com o som altíssimo dando várias buzinadas, passando em frente a um bar... Seja onde for, sempre ouvimos uma cantada nada agradável saindo da boca de um homem (ou até mesmo de mulheres) e isso incomoda muita gente, porém, para alguns, isso é considerado normal e até chamam isso de "elogio".

Agora, até que ponto isso pode ser considerado "elogio" e é saudável de se ouvir, são outros 500...


"¬¬"

Uma mulher que preza pelo respeito, não gosta de ouvir coisas do tipo: "Ô delícia", "txutxuca" e "Caiu do céu?" são coisas abomináveis. Não tem coisa mais constrangedora do que ouvir um "gostosa", é vulgar demais. Nós às vezes estamos voltando do trabalho, do mercado ou até mesmo do hospital e vem um homem na nossa direção totalmente desconhecido e solta uma cantada. O que ele vai ganhar com isso, ninguém sabe. O que é fato é que isso acontece constantemente e ninguém pode fazer nada contra isso.


Essa está no top de cantadas toscas...

Algumas mulheres (como eu) às vezes engrossam e soltam o verbo sem medo: mandamos pra aquele lugar, mandamos tomar naquele lugar, xingamos de qualquer coisa que demonstre que aquela cantada foi totalmente desnecessária e constrangedora. Mas aí você vira pra mim e diz: "mas xingar o cara é chegar ao mesmo nível dele" ou "xingar pode te trazer problemas como algum deles virem pra cima de você" ou ainda "pra que perder tempo com gente do tipo?" e é simples responder tudo isso. Se nós sempre aceitarmos essa situação na boa, eles vão continuar.
Eu uma vez estava voltando pra casa do estágio e um cara vinha em minha direção. Eu já senti que a coisa ia feder, então já me preparei pra soltar qualquer palavrão que fosse. O cara virou e disse "oi linda, tudo bem?" e eu virei e disse "vai tomar no c*, abusado". Sabe o que ele falou? "Vai você!!". E é bem por aí que você vê que a grande maioria não quer saber se você ficou incomodada ou não, parece que o prazer dos soltadores de cantadas de pedreiro é soltar a cantada e dane-se. E é aí que você tem que ter cuidado. Revidar uma cantada é uma atitude corajosa nos dias atuais, até porque vai que um louco queira te bater após ouvir um "filha da p***!!!", então por isso, muito cuidado.

Demonstrar que não gostamos daquilo (seja xingando, olhando torto ou mandando pra aquele lugar) nos dá a sensação de que fazendo isso, estamos impondo respeito. O homem passa, solta a cantada, mandamos pra aquele lugar e ele fica totalmente sem reação ou sem graça, fazendo com que pense duas vezes antes de soltar a próxima cantada (tirando o episódio que o cara também me mandou para um lugar super agradável). Obviamente isso não funciona com a grande maioria dos homens, mas já é um começo para que eles não repitam a dose por pelo menos 5 minutos. E caso eles contem para os amigos o que aconteceu, eles viram motivo de piada. Afinal, ouvir um "vai tomar no c*!!!" após soltar um "que delícia heim!" não deve ser tão agradável de se ouvir. É vestindo a carapuça que sabemos o quanto ela incomoda.


"Beijinho pra você!"

Quantas e quantas vezes vemos um carro se aproximando com som alto e buzinando tentando chamar a nossa atenção. Qual a nossa reação? Ignorar. Mas algumas mulheres não se contentam com isso e li num capítulo de um livro (Confie em Mim) em que a mulher virava pro cara e dizia que ele tinha piru pequeno. Sim, na lata: "Deve ser difícil ter piru pequeno né?" e saiu andando como se nada tivesse acontecido. O cara mandou ela pra aquele lugar e saiu acelerando, mas a cena foi hilária demais pra se sentir ofendida por ter sido mandada para um destino diferente.

E as cantadas não param por ai. Quem tem o bom senso não vai soltar uma cantada numa mulher, vai apenas olhar e "apreciar", talvez soltar um "uau" mas nada além disso. Ser admirada é legal, desde que não tenha teores/cantadas vulgares: "Bonito vestido, posso falar contigo fora dele?". Isso é tenebroso...


Dando um fora também ajuda!

Em suma, se você é homem e leu tudo até aqui, pare e pense antes de soltar uma cantada de pedreiro em cima da primeira mulher bonita que cruzar o seu caminho. Com certeza deve existir uma ou outra que goste da vulgaridade da coisa e que vá corresponder a sua cantada, mas lembre-se que tem muita mulher que ainda preza pelo respeito. Se você quer demonstrar que achou aquela mulher bonita, apenas olhe e não diga nada. A troca de olhares é fundamental para que dê certo, com isso, se a guria corresponder as suas expectativas, passe para o 2o passo que é ter uma conversa bacana com ela e tudo acontecerá naturalmente. Assim nós não te mandamos pra aquele lugar e o seu estoque de cantadas pode ser trocado, por exemplo, por assuntos mais interessantes.

No caso das mulheres que atacam os homens, é a mesma coisa. A regra não muda. Assim como tem homens que gostam, alguns não gostam e não suportam a idéia de ver uma guria dando em cima deles. Lembre-se que as pessoas são diferentes e que o respeito deve estar acima de tudo. Pense com a cabeça de cima para que a cabeça de baixo tenha o que quer. E leia mais, só assim o seu conteúdo será interessante ou valerá a pena investir.

Certo, broto?


Vamos começar o post de hoje exemplificando o título:


Não entendeu?
Vou explicar direto e reto pra depois começar o que mais gosto de fazer: tirar a casquinha das feridas e cutucar até sair sangue. Sim, eu tenho esse problema, você também tem e provavelmente todo mundo tem isso que chamamos de Mania de Perseguição.

Vivemos num mundo perigoso. Moramos em casas com muros e grades enormes, colocamos cercas elétricas, alarmes e códigos de segurança para proteger os nossos bens materiais e é claro, a nossa família. Desconfiamos do vizinho da frente, do cara que mora na viela, do vizinho do lado que acabou de se mudar. Para nós, todo mundo tem defeitos e até que se prove o contrário, não é de confiança alguma.

E essa desconfiança também é refletida no nosso trabalho. Se estamos numa sala e duas pessoas começam a conversar baixinho, já começamos a imaginar que estão falando da gente. Ficamos preocupados, tentamos ouvir o que eles estão dizendo e em alguns casos, algumas pessoas soltam indiretas desagradáveis como se isso fizesse com que eles falassem sobre o tal assunto. O clima fica chato, as duas pessoas se sentem incomodadas com você e em off te chamam de louco ou dizem que você tem a tal da mania de perseguição "Ele deve se achar o tal por pensar que estamos falando dele". "Que coisa louca né? Estávamos falando do chefe e ele pensou que era dele...". Nem tudo é o que parece ser, meus caros.

E essa mania de perseguição não pára por aí. Ela também nos acompanha na escola/faculdade, onde as chances de você estar errado são tão grandes quanto no exemplo anterior. Ter desconfiança não é de todo ruim, normalmente ela aparece em certas situações pois vivemos algo parecido e acabamos nos decepcionando com algo ou com alguém. O problema é quando isso começa a piorar e você acha que tudo e todos estão contra você e a confiança que tu tinha nas pessoas acaba virando pó. Aí meu amigo, tá na hora de procurar tratamento ou como eu disse anteriormente, cutucar na ferida até que ela realmente cicatrize.

A esquizofrenia paranóide nada mais é do que a desconfiança acima do normal e o medo de ser enganado ou de ser passado pra trás. É bem provável que a grande maioria das pessoas tenha isso, porém, o tratamento não é tão fácil. Normalmente isso é decorrente de algum trauma, então cutucar na ferida pode trazer feridas novas. Mas se a gente não buscar ajuda ou tentar mudar, acabaremos sozinhos literalmente. Ou você confia piamente na pessoa que está dormindo ao seu lado?

Uma das coisas que está presente no cotidiano da pessoa que se sente "perseguida" é a indireta. Ela acaba soltando indireta para amigos, inimigos, namorado(a), sogros, avós, chefe e até pro presidente. É como se a pessoa pensasse que ela é o centro das atenções ou o centro de todos os assuntos ou acontecimentos. É como se ela se sentisse superior e que todo mundo conspirasse contra ela o tempo inteiro e, para confirmar se ela está certa, acaba soltando indiretas o tempo inteiro para ver quem vai pegar a isca. Se alguém pegar, ela vira e diz: "não disse? Aquela pessoa disse aquilo pra mim!" só para que no fim das contas ela tenha razão e aquela perseguição se confirme.

A pessoa vive num caos puro, é autocrítica, intolerante com tudo e inclusive com as suas próprias falhas. É como se ela exigisse de si mesma uma perfeição pessoal que nunca conseguirá 100%. E quando se trata do parceiro, ele o vê como se fosse um espelho, são vítimas de sua própria crítica. O ciúmes é acima do normal e a desconfiança paira no ar como se fosse um incenso fedido que o cheiro nunca vai embora. A pessoa não respira aliviada e vive sob tensão, pensa antes de falar qualquer coisa, planeja cada passo para não magoar o(a) seu(sua) amado(a). Em suma, vivem sob constante pressão. Como não existe confiança, a pessoa é como se fosse a diarréia no cara que acabou de comer uma maionese estragada no centro da cidade. Ele sente as dores, sua frio e quando finalmente chega ao seu trono, a merda se espalha pela privada inteira. É como se fosse uma bomba não sentir confiança em ninguém: todos ao seu redor são afetados.



Corda bamba: Ou você pisa em terra firme ou continuará cambaleando...


Superior como um leão, mas mia como um gato.


Buscar ajuda não é um bicho de sete cabeças. É encarar-se no espelho e ver que sim, há algo de errado e isso precisa ser modificado antes que tudo ao seu redor apodreça e perca tudo o que você conquistou: emprego, marido, amigos, família, bens materiais...
Ninguém consegue viver por muito tempo num mundo rodeado de indiretas para ver quem pega a isca primeiro. Vai chegar uma hora que a verdade ou o "direto e reto" baterá a sua porta e das duas às uma: ou você vai encará-la e vai ter argumentos válidos para confrontá-la ou baterá a porta na cara dela e continuará vivendo no seu mundinho que é considerado "feliz" mas que não é. Ninguém é feliz desse jeito. E ninguém é o centro das atenções. Sentir-se superior, ou, em outras palavras, o fodão, é idiotice e estupidez. É não ser humilde e achar que tudo e todos te odeiam e numa tentativa frustrada, dizer algo como "sou odiada e não ligo pra isso, sou mais eu" que nada mais é do que o discurso de quem não enfrenta a realidade. Você é mais você? Como funciona isso? Só existe você no mundo inteiro e todos estão aos seus pés e todos só falam de você o tempo inteiro? Uau heim! Coitado de Deus, perdeu seu posto de superior.

Lembre-se que você não é o centro das atenções de nada. Não é porque um grupinho está reunido que está falando de você ou, não vai ser um post no fórum, num blog, no twitter que será direcionado a você ou será enviado querendo dizer, indiretamente, que é pra você. As pessoas tem relações com outras pessoas, acontecimentos são diferentes para todos e nem por isso você está incluso nisso.

Antes de acusar, pense.
Antes de mandar a indireta, reflita.
E procure ajuda. Mania de perseguição nos dias atuais desencadeia diversos problemas. Corra, ainda dá tempo de ser feliz. Basta aceitar-se do jeito que tu és e aceitar a vida que tens. De resto, tudo começa a mudar por si só. E tire todas as suas iscas, pois elas nem sempre funcionam e é feio deixar por aí. Seja SINCERO e VERDADEIRO, DOA A QUEM DOER. NÃO fantasie, NÃO deixe com que a desconfiança acabe com tudo o que você construiu. MUDE. E MUDE PRA MELHOR.

Encerro o post com a música Iter Impius do Pain of Salvation, letra com frases fortes e dá o estalo que eu quis dar a vocês sobre esse assunto delicado. A mudança é necessária, senão, acabaremos sozinhos no meio da escuridão e sem ninguém para nos acompanhar na nossa caminhada. Ser egoísta, pensar apenas em si mesmo e achar que está tudo conspirando contra você reforça o que falei anteriormente no parágrafo anterior: se continuar assim, tudo será demolido com a força das suas palavras e dos seus atos. Pense... Leia a letra e reflita.

[Martius, son of Mars]

[Obitus Diutinus]

[Mr. Money:]
I woke up today
Expecting to find all that I sought
And climb the mountains of the life I bought
Finally I'm at the top of every hierarchy
Unfortunately there is no one left
But me

I woke up today
To a world that's ground to dust, dirt and stone
I'm the king upon this withering throne
I ruled every forest, every mountain, every sea
Now there're but ruins left to rule for me
And... you see, it beckons me;
Life turned its back on us
How could you just agree?
...how? I just don't see...

I woke up today
To a world devoid of forests and trees
Drained of every ocean, every sea
Just like a useless brick upon the shore
The morning after the storm
That swept the bridge away
Relentless tide
No anger
Just this relentless time
That calls us all on
But...

I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne
I rule the ruins and wrecks
And the dust, dirt and stone
I rule rage rod and rattling of bones

I am on my own
I am all alone
Everything is gone
Stuck forever here
Already cold

I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne...

I'm never crossing that line
Leaving this world behind
I will stay on my own
On this bloodstained throne
I rule the ruins and wrecks
And the dirt and the dust and the stone
I'm the ruler of rage rod and rust
And the rattling of bones
Ruler of ruin...



Casas. Casas diferentes. Casas parecidas. Casas feias. Casas bonitas. Casas indiferentes. Casas fora do comum. Casas com garagem. Casas prestes a cair...

Todas as casas possuem suas tragédias particulares. Todas as famílias possuem os seus segredos. Não importa qual o aspecto físico, toda casa guarda dentro de si uma história. História que não temos a menor idéia do que seja, história que não nos diz respeito. Mas como bons vizinhos que somos, estamos sempre prestando atenção no que o outro vizinho diz do vizinho da frente. Estamos sempre de ouvidos atentos, espiamos atrás das cortinas, tentamos ouvir a briga de um casal através de um copo grudado na parede. Tentamos ajudar, mas, na real, o que as pessoas querem mesmo saber é qual o problema que aquela família tem.

Essas casas são pequenas bolhas de sabão que a qualquer momento podem explodir.

E a gente ali no meio esperando pelo pior. Aguardando novas "fofocas", assistindo a tragédia do outro, agradecendo pela vida que temos.
Vida que não é valorizada.
Vida que é esquecida no meio de tanta curiosidade.
Vida que deve ser cuidada para não passar despercebida.

E o mais engraçado disso tudo é que quando ouvimos falar que uma criança morreu de fome na África, não ficamos nem de longe tão chocados como quando sabemos que, a duas casas ou a duas quadras da nossa casa, uma menina sofre de câncer terminal. A gente fica mais comovido com isso do que com uma coisa que é praticamente "normal". O normal, para muitas pessoas, é entediante, chato, sem graça. Não é a toa que tanta gente liga no BBB para ver a vida das pessoas, entrar na casa de cada um e descobrir os seus piores defeitos. E com uma ligação, tirar aquela pessoa porque simplesmente ela é normal demais.

As pessoas preferem viver a tragédia do outro do que viver a sua própria tragédia. Preferem perder horas e horas assistindo de camarote vidas se acabarem com uma traição, uma morte, uma saída frustrada de casa para nunca mais voltar... E a vida passando, e sem o botão de undo.

Algumas pessoas vivem enchendo a boca por aí dizendo que a sua vida é ótima e que tem a melhor família do mundo, o melhor esposo(a) ou namorado(a), melhores amigos, um ótimo emprego... Mas nenhuma casa é perfeita. Ela sempre terá uma rachadura que será visível para todos. E por mais que você queira olhar a rachadura da casa ao lado, a sua rachadura estará sempre ali amostra para quem quiser ver. Dentro de você existem os piores leões, cobras, jacarés e tubarões do mundo. Bichos que só você conhece bem e que eles sempre lutam para sair. Porém, a sociedade força o homem a contrariar a sua própria natureza, o que o faz ser um fantoche no meio de tantas casas com tantas tragédias. Ele prefere dizer ao mundo que é feliz sendo que não é. É como se a pessoa se auto enganasse o tempo inteiro para que, de alguma forma, a tal rachadura sumisse num piscar de olhos. Mas lembre-se que por mais que você pinte, use papéis de parede luxuosos ou coloque um contact em cima, a rachadura ainda vai permanecer naquele lugar, esperando que você derrube logo aquele muro e reconstrua tudo como deveria ter feito a meses, anos, talvez séculos atrás.

Todo dia é dia de mudança. Todo dia é dia de pegar uma marreta e derrubar pequenos muros dentro de você. Basta você deixar o muro do seu vizinho em paz e começar a realmente... Viver.
Viver agora. Viver de fato. Crescer. E lutar para que novas rachaduras não apareçam.


Muitas pessoas assistem vários filmes apenas por "assistir". Nada contra é claro, mas acho que cada filme tem o seu toque especial e/ou algum significado importante por trás dele por mais que seja horrendo ou "disgusting": cada filme deixa uma marca ou lembranças na nossa memória (ainda bem!).

O Wall-E foi um dos filmes que mais marcou a minha vida. É forte dizer isso né? "marcou a minha vida"... Quem vê pensa que foi um acontecimento importantíssimo, daqueles que não se deve esquecer e tal. E na verdade esse filme se encaixa nesse quesito. Muitas pessoas até hoje não entendem porque eu gosto tanto desse filme, então resolvi postar no blog o significado e o sentimento que ele me passa. E olha que eu já vi esse filme mais de 5 vezes...



Wall-E não é apenas um robô que faz a limpeza pesada de um mundo esquecido, ele cumpre com as suas obrigações como se fosse você: recarrega a bateria todos os dias, prepara sua malinha e sai para mais um dia de trabalho como qualquer pessoa. Tem um bichinho de estimação, suas coisinhas pessoais, uma televisão e uma fita que ele sempre revê (os comerciais estavam fora de moda)... É um cantinho só dele quase parecido com o seu, porém, há algumas diferenças como roupas e outros acessórios que o Wall-E não liga/usa ou simplesmente não conhece de fato.


Como faz?




Um dos seus objetos pessoais :)



Indo trabalhar, ou melhor, indo fazer a sua parte para ajudar o mundo :)

E é isso que o Wall-E faz. Ele não está culpando ninguém pelo lixo que foi deixado e muito menos reclamando da quantidade de serviço que tem: está simplesmente fazendo a sua parte e ajudando. Dentro da cabeça dele pode soar como uma "obrigação", ainda mais porque ele foi programado para fazer a limpeza enquanto os "humanos" estão esperando os "Wall-Es" da vida limparem suas casas/cidades numa nave espacial super bacana regada a muita comida "no copo" e com suas cadeiras de rodas flutuantes. É uma situação bem confortável, onde você faz caquinha no passado e vem alguém "desconhecido" para limpar tudo como se nada tivesse acontecido. É aquela velha sensação do "vai ficar tudo bem! eu vou dar um jeitinho aqui e tudo estará resolvido em questão de pouco tempo!". Nossa consciência se apaga e não sentimos remorso de absolutamente nada. E com isso passaram-se anos e só restou apenas um Wall-E, o único que era diferente da sua linhagem: o único que tinha coração, mesmo que não fisicamente.

Wall-E não é apegado a coisas materiais. Ele possui muitos objetos pessoais considerados "estranhos" pra ele, mas ser materialista está longe do tipo do Wall-E.


Olha uma caixinha que abre e fecha!

Anéis, carros, dinheiro... Nada tem valor pro Wall-E. Ele está mais ligado as coisas simples da vida, talvez seja por isso que ele trabalhe tanto sem reclamar de nada. Talvez o motivo dele ser o único é por ser tão diferente do comum. Por ser um robôzinho que ama as coisas simples que a vida lhe traz mesmo em circunstâncias tão difíceis.


Se todos podem ter um bichinho de estimação, eu também posso :)


O tempo passava e ele continuava dançando na frente da televisão e sonhava em ter uma companheira ao seu lado. Queria ter alguém para dar as mãos e se sentir completo, queria ter alguém para dividir o seu espaço e suas histórias. Com um gesto simples de mãos dadas, ele se sentiria verdadeiramente feliz... Não que ele não fosse, mas estava faltando apenas isso para fechar a sua história na melhor forma possível. Lembrando que ele não é humano, mas em vários momentos do filme é como se ele fosse. Wall-E passa um sentimento de "olha, eu sei que vocês erraram e não os culpo, por isso estou aqui pra ajudar. Mas eu também tenho sentimentos".





E foi assim que aconteceu. Eve apareceu e pasmem, trabalhando (mas não recolhendo lixo, afinal, Eve é fina e brava, muito brava) e em busca de algo que considerasse "vivo" num mundo "morto". Quando digo "vivo" é uma plantinha qualquer que fosse para comprovar para aqueles folgadões que a Terra poderia ser habitada novamente. E Eve procurou, se irritou, destruiu até navios de tanta raiva por não ter encontrado nada. E o Wall-E de repente se viu apaixonado por uma robô que não tinha a menor noção de quem era, apenas suspirava por alguém que era parecido com ele e que finalmente o completava mesmo não tendo tantas coisas em comum. Não dizem por aí que os opostos se atraem? Pois é.


Ela é meio marrenta mesmo. Mas é um doce...




Olha! De mãos dadas! Mas não foi do jeito que o Wall-E esperava...

...Não foi porque Wall-E mostrou uma plantinha e ela "apagou". Com isso, Eve não aproveitou nada do que a Terra ou o Wall-E poderiam oferecer/mostrar. De repente, uma das naves voltam para buscá-la e numa atitude considerada louca para humanos normais, Wall-E foi atrás dela. Não poderia perder o amor da sua vida, por isso, correu o risco de ir para um lugar completamente diferente e novo sem saber se voltaria para a sua casa. Diria que aqui foi uma demonstração de afeto grandiosa, daquelas de deixar qualquer namorada com inveja da Eve. Foi uma atitude que o Wall-E não pensou e nem planejou, simplesmente fez e não pensou nas consequências que aquilo poderia trazer. Quando optamos por seguir um caminho, seja com namorado(a) ou sozinho(a), sabemos que poderemos enfrentar certos riscos. Wall-E naquele momento não se importava com esse tipo de coisa, apenas queria ficar ao lado da sua amada.

Cena vai, cena vem e muita coisa vai acontecendo ao longo do filme. Uma delas, é a parte em que Wall-E resgata a planta (pois os computadores malvadões não queriam voltar para a Terra) e eles começam a dançar no espaço. O fundo musical nessa hora é de arrepiar e de ficar com os olhos molhadinhos, uma cena memorável daquelas em que tu dá aquele abraço apertado em quem você ama e tem um momento Wall-E e Eve completamente único e inigualável. Não dá para explicar, só assistindo essa parte para entender o quanto ambos se amam e querem o bem um do outro.


"Define dancing!"

Em vários momentos na nave você percebe que o Wall-E tem uma preocupação fora do comum com Eve. Não é ciúmes, é apenas zêlo. Ele quer ficar ao lado dela e ter a sensação boa de ter alguém ao seu lado e de sentir finalmente as mãos de Eve se entrelaçando com as mãozinhas dele. É um gesto simples e delicado, que poucas pessoas não entendem ou sentem o real significado de estar de mãos dadas na rua, no shopping, no campo... É um laço. Laço que não deve ser desfeito por ninguém. Um gesto simples que diz que ambos estão ligados por um sentimento que o filme inteiro diz nas entrelinhas e poucas pessoas sacaram: o amor. Amor pelo próximo, amor pela Terra, amor pela sua vida (mesmo com diversas dificuldades)... Sem o amor, nada tem sentido.


Finalmente, de mãos dadas :)


E esse é o MO, um dos amigos do Wall-E!

E por incrível que pareça, o MO também deixa um recado. Por mais que os seus amigos tenham suas manias chatas, sejam chatos às vezes ou te chateiem, amigos existem para dar um realce a mais na sua vida e na sua história. Sem eles, estamos com mais um espaço vazio dentro de nós. Sem eles, a nossa história está incompleta :)

Com a ajuda de MO, Eve e de vários amigos, Wall-E consegue voltar para a Terra. Todos os seres humanos que antes estavam sempre de cara com uma tela enorme e em suas cadeiras de rodas flutuantes, finalmente colocam os pés no chão e vêem o mundo como ele é e encaram a realidade nua e crua. Eles vêem o estrago que os seus antepassados deixaram e começam a lutar para fazerem e serem diferentes. Deixam de lado a vida confortável que tinham em prol de uma coisa: salvar a Terra. Sem querer o Wall-E mudou a vida de várias pessoas e conseguiu mudar a vida dele também...

Por que esse filme é tão especial pra mim? Por que com ele você começa a dar valor nas pequenas e grandes coisas da vida. É um recado do tipo: "olha, ainda dá tempo de você mudar, basta querer". Ou ainda, "lute pelo que você quiser, nunca desista dos seus sonhos mesmo que os obstáculos são grandes e complicados". E, pra encerrar, deixa aquele recado para os corações desiludidos dizendo "tem alguém especial reservado pra você. Pode demorar anos ou ela pode ser de outro planeta ( :P ), mas um dia ela aparecerá".

O segredo está nas pequenas coisas, nos pequenos gestos... Mãos dadas, lixo no lixo, dar menos valor ao material e valorizar e amar as pessoas ao seu redor... Pequenas coisas que fazem com que a sua vida seja menos "chata" ou "pior". É difícil levar tudo ao pé da letra e colocar em prática? É... Mas como eu disse "ainda dá tempo de você mudar, basta querer". :)


Amanhã começa mais um Big Brother Brasil. O prêmio aumentou, tem uma lésbica, dois gays e alguns com ou sem orientação definida. A casa está pintadinha, tem tv de plasma na academia, o quarto do líder agora possui senha e até uma mesa de sinuca tem. Não vou listar todas as coisas que há naquele lugar, até porque eu sei que você estará assistindo o que chamamos de "entretenimento".

Pessoas desconhecidas. Pessoas famosas atrás das câmeras. Pessoas que são viciadas em twitter. Pessoas viciadas em se transformar. Pessoas que gostam de se exibir. Pessoas que dizem estar ali por causa do prêmio. Pessoas que dizem que vão jogar. Pessoas que dizem que as câmeras ficarão fixas em suas ações. Pessoas que dizem que serão polêmicas. Pessoas que dizem tanta coisa... Pessoas que mentem demais.

É o tal do "entretenimento". Vamos entender um pouco melhor essa palavrinha:

1. Ato de entreter.
2. Coisa que entretém.
3. Brincadeira.
4. Distração.
5. Divertimento.
6. Entretimento.

Assistir o Silvio Santos "brincando" com a Maísa é uma forma de entretenimento para alguns. Para outros, ver uma pessoa desconhecida deixar "escapar" um peito ou um pedaço da perseguida é uma forma de entretenimento também. Ligar insistentemente para aquele programa da Record que dá dinheiro caso você acerte a senha do cofre também pode ser considerado entretenimento. Participar do programa do Silvio Santos e ganhar R$50 reais que está em formato de aviãozinho é uma forma de entretenimento.

Em suma, basta ligar a televisão e ali estará um programa para te entreter e caso tu não goste é só mudar o canal. Todas as opções estarão ali, disponíveis 24h e para todas as pessoas do mundo, do Oiapoque ao Chuí. Se você tem um telefone, isso é mais fácil ainda! Basta ligar e escolher, por exemplo, um dos dois filmes do Corujão da Globo ou quem será eliminado no Big Brother Brasil (olha que importante você é, telespectador!).

Curiosidade? Querer estar por dentro dos acontecimentos? Saber qual é a fofoca do dia? Ter o que chamamos de "cultura geral" num trocar de canais? Seja o que for, cada um tem os seus motivos para perder tantas horas na frente de uma televisão. Às vezes as pessoas gostam de saber o signo daquele fulaninho do Big Brother... Ou então quer ver a marca da roupa daquela guria bonita pra comprar algo igual ou parecido na loja mais próxima. Talvez as pessoas gostem de saber mais da vida do outro do que da sua própria vida, talvez por ela ser vazia demais e não possuir entretenimento nenhum. Sair do óbvio, ter o "controle" de tirar ou colocar alguém num espetáculo de horrores e "controlá-los" como se fossem ventrílocos. Brincar com a vida dos outros e mudar o destino de cada um com apenas um telefonema... Tudo se resume, no fim das contas, a nada.

Eu não me lembro dos participantes dos primeiros BBB's. Lembro que um deles faleceu e tinha em torno de 30 anos de idade. Lembro também do Max, que por algum motivo místico está sempre na página principal do Globo.com ... Lembro também da Fran e da plástica no nariz, porque a Globo.com divulga mais esses acontecimentos "históricos" do que qualquer outra coisa. Talvez porque isso dá mais "cliques" no dia e rendem alguma coisa para os seus bolsos. Quando digo "seus" não estou querendo dizer o meu, o seu ou o bolso do seu Zé, o seu vizinho: bolso dos contratados da Globo, dos atores, para abastecer uma casa de gente desconhecida que tem a vida TÃO boa quanto a nossa. Talvez isso tudo aconteça porque a vida dos famosos é bem mais lucrativa que a chata e monótona vida real, afinal, de triste já basta a vida (na ótica de muitas pessoas, não na minha ótica).

Vá e assista ao BBB.
Ligue.
Xingue.
Chore.
Torça.
Acompanhe.
Assine o canal do BBB no Pay-per-view.
Ligue em todos os paredões.
Ligue para escolher os castigos.
Ligue para escolher a roupa de sei lá quem para ser o palhaço da semana.
Ligue.
Ligue já!
0800 blablablá.
Ligando!
Está caindo toda hora, vou apertar o redial!
Só dá ocupado! Vou continuar ligando!
Já sei! Votarei pelo site!
O site caiu! Vou ligar novamente!

Ciclos intermináveis. Quando pensamos que acabou, eles recomeçam.

É a cultura geral, gente. Você tem que estar por dentro para conversar com o seu chefe sobre isso, afinal, ele assiste todo santo dia o BBB. Quer ter assunto com a gatinha do seu prédio? Fale do BBB, ela vai se amarrar, eu garanto!






Não estou aqui para condenar ninguém. Você assiste o que quiser e queima o seu dinheiro como quiser. Seja fumando, seja comprando cerveja para os seus amigos, seja gastando em roupas caríssimas que numa loja popular tem igualzinha... Você faz o que quiser com a sua vida e do jeito que quiser. Até porque se todo mundo sente essa "segurança" em "controlar" quem entra e quem sai de um reality show sem ganhar nada em troca além de minutos ou horas longe da realidade, se a "massa" gosta de polêmica e da tal cultura geral, provavelmente a errada sou eu. Provavelmente estarei sendo xingada amanhã por não acompanhar "de perto" um programa que fala de gente desconhecida em que ELES ganharão prêmios e dinheiros enquanto que eu estarei vivendo a minha vida normalmente, na minha realidade nua, crua e às vezes dolorosa do que o mundo de fantasia do Big Brother Brasil. Sim, a errada com certeza sou eu. Não rir da burrice alheia ao ouvir um dos participantes cantando em inglês errado, não rir da piadinha pronta de um modelo qualquer, não ficar horrorizada ao ver o fulano tomando banho sem sunga... A errada com certeza sou eu.

Realmente é muito mais fácil ligar e interferir no "destino" de desconhecidos do que entrar, por exemplo, no Congresso Nacional, na prefeitura, nas câmaras dos deputados e vereadores de seus estados e municípios e tirar o político ladrão ou brigar para que a passagem de ônibus não custe o absurdo que está custando por exemplo na cidade de São Paulo. E tudo isso porque o brasileiro está acostumado a levar nabo no rabo (desculpem a expressão, mas é o que parece) e ficar acostumado com tudo e com o circo que está esse país e por isso se AFUNDAM em programas de entretenimento em busca de paz ou de distração dos seus problemas ou da vida real que está fora da porta ou ao seu lado e, talvez pior, diante do seu espelho. Ver fulana com peitinho durinho e encarar a realidade no dia seguinte olhando-se no espelho e vendo tudo aquilo cair deve ser um dos piores pesadelos do dia. Por isso, vamos olhar aquela Barbie do Big Brother e tirar inspiração ou ser IGUALZINHA a ela para chamar a atenção de alguém. Vamos repetir os bordões, vamos comentar nos ônibus, com os taxistas, com os chefes, com Deus e o mundo sobre mais uma atração da televisão: o show de horrores da vida não como ela é, mas de uma vida que é sustentada pelo seu dinheiro e pela fama, que mais cedo ou mais tarde acabará.

E é por isso que tantos famosos caem no mundo das drogas ou no esquecimento. Por causa da maldita fama que traz para cada um a esperança de uma vida tão boa quanto a que ele está vivendo naquele momento. Deve ser maravilhoso ser abordado por um microfone gigante perguntando sobre a cor da sua cueca na noite do reveillon. Mais maravilhoso ainda deve ser almoçar com um amigo e estar na capa da revista blablablá como "o novo affair da fulana de tal". Deve ser uma delícia ser famoso, ter dinheiro fácil, ser querido e ser paparicado. Mas a vida real continua dentro de nós e a cada esquina e mais cedo ou mais tarde ela te dá uma rasteira e tu volta para o MUNDO real, o mundo que todos correm dele. O mundo como ele é, sem fantasia ou sem 0800.

"Então desliga a tv e vai ler um livro".
A questão não é a cultura na televisão. Cultura tem, mas as pessoas não dão importância porque não estão falando "a mesma língua". Se você colocar num programa que está falando de Ipod e não saber o que é isso ou do que se trata, você bóia feito merda no mar. Por isso as pessoas correm para o popular, pois é de fácil interação e entendimento. A cultura existe, mas não tem tanta força quanto o entretenimento. E eu não estou reclamando disso de fato.

"Coloca na tv cultura então".
A tv Cultura é um dos canais que quase não tem ibope. O motivo? Talvez sejam os pequenos diabinhos chamados BBB, Novelas em geral, Silvio Santos e turminha, Faustão, disque-e-concorra-a-500-mil-reais-caso-acerte-a-senha-do-cofre e etc etc etc...
Eu não assisto a Cultura e não tenho tv a cabo. Assisto a Globo porque é um dos poucos canais que pegam bem. Mas sempre estou no laptop ou ouvindo rádio, o que é um telespectador a menor na conta deles (isto é, se conta alguma coisa). Eu não sinto o mesmo vazio que você sente nas noites de domingo ou em todas as noites da semana. Talvez seja por causa desse vazio que tu mergulha no mundo do Big Brother em busca de alguma distração da sua vida real. E eu to falando isso insistentemente porque não tem outra alternativa. Dizer que gosta de ver os outros se prejudicando e prejudicando o outro por causa de dinheiro é quase maluquice. Ver bate-boca, disputa de mulheres, brigas e mais brigas, falsidade... É um programa que reflete tudo o que há de ruim nas pessoas abertamente e sem rodeios. Aquilo ali não passa nada de bom, mas se você acha que eles transmitem coisas boas, é uma opinião e um modo de ver exclusivo seu. Olhar de fora e ver que aquilo ali é um conto de fadas do inferno é ser racional e ver que desperdiçar tempo e dinheiro nisso é pura bobagem (pra não dizer burrice).

3 ou sei lá quantos meses. Vamos ver todas as televisões ligadas na Globo e ouvir o "plim plim" interminável e o Pedro Bial com o seu ar de "fodão" falando seus textos tão cheios de blablablá. E só para aqueles que estão por trás disso tudo, o barulho da caixa registradora.
Parabéns, você faz parte do BBB. Pena que ninguém sabe.

Tudo se resume a uma imagem simples do circo que fazemos parte:




Relacionamentos. Relações.
Todas as pessoas estão ligadas por fios delicados que chamamos, nas entrelinhas, de relações. São fios de dependência e/ou uma ligação afetiva ou sexual entre duas ou mais pessoas. Nessas relações, existem os tratos que nada mais são do que contratos invisíveis que fazemos com uma ou mais pessoas.

Contratos? Tratos? Relações? O que isso tudo tem a ver?

Tudo.

Quando optamos por ter uma relação com uma pessoa x, (seja ela uma relação afetiva ou não), há o trato de não traí-la ou não dar "mancada", por exemplo. Está nas linhas imaginárias do contrato, tal contrato que está de acordo com a sua consciência. Essa relação só dará certo se houver uma coisa que está aos poucos ficando fora de moda: o respeito.

Mas afinal, porque eu iniciei um post falando sobre relacionamentos e Linger do The Cranberries de fundo musical? Por que há um tempo venho reparando e "estudando" os relacionamentos das pessoas. Não o relacionamento que elas possuem comigo, mas o relacionamento, por exemplo, entre o meu irmão e a minha cunhada ou o namoro de uma amiga. E vendo por uma ótica de fora, de quem não tem nada a ver com aquilo eu vos digo: relações são complicadas e delicadíssimas. Um peido molhado e tudo fica cagado e fedendo por dias caso você não limpe direito...

"Analisando" algumas relações ( até porque eu não sou expert nisso e nem especialista, pois me considero misantropa até que se prove o contrário), vi que as pessoas vivem certas relações na velocidade da luz. Hoje elas brigam, dormem e acordam como se nada tivesse acontecido ontem. E continuam vivendo suas vidas e deixando aquele peidinho molhadinho pra trás, como se fosse uma merdinha qualquer. Porém, cocô fede e se você não limpar a tempo, o odor sobe...
... E quando ele sobe, sai de baixo. Nem Veja ou Glade - Toque de Frescor - adiantará. O que eu quero dizer é que as pessoas estão ficando acostumadas em passar por cima de certas coisas importantes, como por exemplo, sentar e conversar sobre coisas necessárias.

Existe a seguinte situação: Você estava precisando de ajuda mas a sua namorada não estava te ajudando naquele momento. De repente, ela aparece do nada e te pergunta se você precisa de ajuda. Em vez de você responder que sim, tu é grosso e diz coisas como "você só pensa em fazer tal coisa, é lógico que preciso de ajuda!" e em seguida a discussão terminar com um "vai tomar no cu!" é o tipo de situação que tu não deve dormir e acordar no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. Em certas relações, a conversa, o companheirismo, a sinceridade e o respeito estão ficando fora de moda e o "deixa pra lá" está virando a onda do momento. Não é questão de deixar pra lá ou daqui a pouco ela esquece, as marcas que ficam e a mágoa às vezes são tão grandes que o outro está nem aí. É aquela velha história do tapa, só quem recebe não esquece e guarda a hora, o dia, o momento, a cor do chinelo ou o soco...

E o mais bizarro disso tudo é que essas pessoas se casam no meio dessas circunstâncias (Aliás, eu queria ter seguido pelo caminho do casamento e o meu post foi totalmente pro lado das relações, então deixa como está). E infelizmente o casamento não dá certo porque aquelas merdinhas do passado começam a reaparecer e dar espaço a ressentimentos que geram novos problemas e novas feridas. É pessoal, ter uma relação é algo para poucos.

Assim como relações afetivas têm os seus problemas, relações de amizades também. Quantas e quantas vezes você disse algo que magoou o seu amigo e a relação de vocês só voltou de fato ao normal após conversarem sobre isso? Tem gente que não liga e passa por cima, mas alguns guardam a mágoa e com o passar do tempo passam a não confiar mais naquela pessoa. Pode ter certeza que a relação de ambos está quebrada por tempo talvez determinado, porém, quando se perde a confiança, o tempo é indeterminado com certeza. Saber escutar o outro, respeitá-lo e aceitá-lo como ele é são as chaves principais de uma relação entre amigos. A sinceridade também é uma boa aliada, mas é preciso saber a dosagem e a hora certa para "usá-la". E caso alguém venha falar mal daquele seu amigo, guarde para si. Afinal, tu não vai ser o fofoqueiro da turma ou o "estraga relações", certo? Não se envolver em certas circunstâncias e não defender o lado de ninguém é uma das armas e escudos mais importantes. Ser NEUTRO numa relação entre amigos é o caminho correto.

E a relação com a família? É muito mais complicado ainda. É o saber agir com pai, mãe, irmãos, tios, primos, sobrinhos, filhos, avós... São relações que estão inter-conectadas, são mãos invisíveis que estão ligadas com vários braços. Se por acaso você balançar o braço da sua mãe, balançará o braço do seu pai que consequentemente balançará os braços dos seus avós e que provavelmente terá algumas ondas curtas pelos seus irmãos, primos e por aí vai. No caso da família, tenha muito cuidado também. Não dá para ser neutro o tempo inteiro, então seja racional e deixe o emocional um pouco de lado em situações delicadas. Eu sei que no calor do momento o trem sai do trilho, mas tente a qualquer custo colocá-lo de volta, pois nunca se sabe se aquela "onda" voltará para você mais ou menos forte que antes.

Relação entre você e as pessoas do seu trabalho? Tenha muito cuidado nas festinhas de empresa e/ou no dia-a-dia, sonde bem o ambiente para saber em quem deve ou não confiar e também seja neutro. Enquanto tem uma pessoa na sua sala que tenta puxar o saco do seu chefe, você está no seu devido lugar e conquistando-o aos poucos com a sua inteligência, carisma e por ser quem você é. Não seja uma pessoa superficial de caras e bocas, que tenta demonstrar que é super-hiper-ultra-mega-inteligente ou engraçadíssima para o seu chefe. Em relações, nunca se sabe o que o outro está pensando, ainda mais quando tem você na jogada.

Enfim, eu poderia listar todos os tipos de relações que existem no mundo, talvez quem sabe até com o seu cachorro. Mas isso tomaria um tempo danado e ninguém leria isso aqui até o fim (se é que lêem...), então o recado que deixo para vocês é: respeito e consideração. Quando existem essas duas coisas em todas as relações do mundo, há grandes chances delas darem certo. Basta que ambos entendam o real significado dessas duas palavras para tocar o barco pra frente. E ah, cuidado com o Glade - Toque de Frescor -, é um treco caro e às vezes não dá jeito no odor não.


Não mesmo, não são pessoas: são animais.
Mas não podemos negar que eles possuem sentimentos. E muitos.






Hoje assisti Sempre ao seu Lado, um filme novo do Richard Gere que trata sobre a história de um cachorro chamado Hachiko, cuja raça não é beagle, nem são bernardo e muito menos um labrador: é um akita vermelho lindíssimo vindo diretamente do Japão pra cair do nada nos braços do Parker (Richard Gere).
Lealdade, amizade e amor incondicional. São os sentimentos que tanto a história como o filme transmitem, lealdade que nos dias de hoje anda um pouco perdida, amizade que anda bastante desvalorizada e amor incondicional que é algo raríssimo.

Segue abaixo a história do Hachi :) :

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Era 1924 quando um cão da raça Akita foi enviado à casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o nome de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de 'amor à primeira vista', pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis! O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem que leva o mesmo nome. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Mas, ainda mais incrível era o fato de que Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem da tarde, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa. No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade, estava na estação pacientemente como de costume, e de rabinho abanando, à espera de seu dono. Só que o professor Ueno não retornaria naquela tarde de 21 de maio: sofrera um derrame fatal na Universidade que o levou ao óbito. Destarte, ainda que alheio a realidade, naquele dia o leal e fiel Akita esperou por seu dono até à madrugada. Após a morte do professor Eisaburo Ueno, parentes e amigos passaram a tomar conta de Hachiko. Mas, tão forte e inexpugnável era o vínculo de afeto para com seu amado dono — lealdade, fidelidade e incondicional amor levados ao extremo —, que no dia seguinte à morte do professor ele retornou à estação para esperá-lo. Retornou todos os dias, manhã e tarde à mesma hora, na incansável esperança de reencontrá-lo, vê-lo despontar da estação de Shibuya. Às vezes, não retornava à casa por dias! Foi assim por dez anos seguido repetindo a mesma rotina, quiçá já não tão feliz, razão pela qual já era uma presença familiar e pitoresca para o povo que afluía à estação. E ainda que com o transcorrer dos anos já estivesse visivelmente debilitado em conseqüência de artrite, Hachiko não se indispunha a ir diária e religiosamente à estação. Nada nem ninguém o desencorajava de fazer sua peregrinação! Em 8 de março de 1935, aos 11 anos e 4 meses, Hachiko é encontrado morto no mesmo lugar na estação onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono, onde durante dez anos se tinha mantido em vigília. Hachiko, como não poderia deixar de ser, tornou-se um marco, um referencial de amizade talvez jamais igualável em qualquer era anterior ou futura na história. Sua descomunal lealdade e fidelidade receberam o reconhecimento de todo o Japão. Em 21 de abril de 1934, praticamente um ano antes de sua morte, uma pequena estátua de Hachiko, feita de bronze pelo famoso artista japonês Ando Teru, foi desvelada em sua honra numa cerimônia perto à entrada da estação de Shibuya, local onde morreu. Era a memória de Hachiko sendo imortalizada. Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko. Após a guerra Hachiko foi duramente esquecido. Todavia, como toda história que se preze precisa ter um final feliz, em 1948 a The Society For Recreating The Hachiko Statue, entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko, convidou Ando Tekeshi, o filho de Ando Teru para esculpir uma nova estátua. Até os dias de hoje a réplica encontra-se colocada no mesmo lugar da estátua original, em símbolo de um tributo à lealdade, confiança e inteligência da raça Akita.



=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

O post hoje não é sobre o filme, mas sim, sobre o sentimento que alguns chamam de "amor" que possuem pelo seu "bichinho de estimação".

Por onde quer que vamos, sempre aparece um cachorro bonito, cheio de enfeites, sapatinhos, pelo escovadinho e dentes brilhantes. Seus donos estão sempre de nariz empinado ou mal olham na sua cara e reprovam qualquer movimento "diferente" que o seu animalzinho faça. É uma puxada mais forte pela coleira, é um tapa, um olhar seguido de "NÃO!", coleira com choque, batidas com o jornal na bunda... Enfim, muitas pessoas preferem que seus bichinhos reajam como PESSOAS do que como eles realmente são.

Muitas pessoas cagam e andam para os seus animais de estimação. Muitos querem ter ou por causa da moda (Labradores que o digam, agora é a vez dos Akita's...) ou porque quando eram pequenos tinham um cachorro X e gostariam de ter a mesma raça novamente. O problema não é ter o animalzinho, o problema em questão é se você quer de fato ter um bicho de estimação. Eles não são como namorados que você tem e se encher o saco tu manda embora e acabou. Se bem que muitas pessoas abandonam seus bichinhos em quintais e/ou na rua, então acredito que o "valor" atribuído, às vezes, seja o mesmo. Muitas pessoas confundem o QUERER com o PODER. Será que eu realmente QUERO esse cachorro? Será que eu POSSO ter esse cachorro no momento? Será que eu saberei cuidar e ser PRESENTE na vida do meu novo companheiro?

Aliás, taí uma palavra que muitos donos esqueceram: COMPANHEIRO. Cachorro não é um troféu que tu ganhou e vai exibir todo santo dia na sua caminhada matinal e muito menos uma pessoa que tu compra diversas roupas, sapatos e comidas caríssimas. Cachorro é cachorro, quer apenas um carinho gostoso no pescoço e uma troca de olhar que ele entenda que você o ama. Cachorro quer sair correndo, ser livre e fazer o que quiser e na hora que quiser, não viver sob regras rígidas e acabar tornando-se quase um ser humano. Cachorro é o seu FIEL companheiro, daqueles que estará te esperando chegar em casa e vai te receber com a mesma energia e alegria de sempre, mesmo que você tenha batido nele no dia anterior. Eles não guardam mágoa, só querem apenas te fazer feliz, ser um bom companheiro e ser feliz também. Querem ganhar uma bola, uma ração gostosa, um pote de água fresca e muito, MUITO carinho. Ele não quer ser seu troféu de exibição, quer apenas te proteger de qualquer mal ou de alguém que queira fazer mal a você ou a sua família. Ele não quer que você bata nele após fazer algo muito grave: quer que você o compreenda e entenda que ele fez aquilo por alguma razão. Ou foi falta de atenção sua, um trovão, ciúmes, raiva por você tê-lo esquecido... No fim das contas, todas as "caquinhas" que eles fazem é para chamar a sua atenção simplesmente. Assim como é no caso das crianças, que por mais que você dê lições de moral e coloque-as de castigo, no fundo, elas cometeram tal coisa por uma razão que você desconhece mas que elas sabem muito bem. É tudo reflexão. É o pensar antes de agir.

Abaixe seu chinelo. Jogue fora a sua coleira de choque. Pare de puxar a coleira do seu cão. Não é na agressão que ele irá entender o que você quer dizer. E jamais exiba-o como um troféu ou pense que ele é um ser humano, pois eles são apenas animais em busca de paz e em busca de algo mais superior que muitos de nós ainda custamos a entender: o amor incondicional.

Por que você não deixa as suas regras de lado e abra as portas da sua casa para o seu cão? Às vezes a coisa que ele mais quer agora é um afago ou apenas um "ei Moa! Você é linda, sabia?" :)

Apresento a vocês, a Moa, a cadela mais linda do universo:



Muita saudade sua... :)