Hoje acordei sem vontade de brigar com o mundo.
Não procurei confusão em nenhum canto da casa, tampouco no ônibus, na faculdade, no trabalho, no restaurante.
Não dei atenção para aqueles que queriam discutir, muito menos para aqueles que chutavam as minhas pernas ao passarem por trás de mim no ônibus.
Não discuti com aquela menina que jogou papel no chão, apenas a encarei de uma forma que a deixasse sem graça. E isso foi fácil de fazer, o difícil foi ver que não adiantou de nada e que ela fingiu que nada aconteceu.
Não dei atenção para aquele grupo de jovens que conversam sobre assuntos tão imbecis que o cérebro chega a derreter.
Não ouvi música, mas o fone permaneceu no ouvido como uma forma de não chamar a atenção daquele que possivelmente puxaria papo para discutir sobre as manchetes dos jornais.
As manchetes dos jornais não me interessaram.
Em todos os lugares o rosto do Obama estava estampado como se ele fosse um garoto propaganda dos Estados Unidos. Crianças choravam na televisão ao vê-lo de perto, outras gritavam tanto que era de deixar até um surdo mais surdo do que já é.
Na televisão as notícias são as mesmas. Ninguém ganhou na loteria (ainda), o Obama, as roupas que a Michelle usou (e em alguns sites há votações se ela acertou ou não no modelo), Japão, Líbia, Big Brother...
Ouço gritos dos alunos da escola. O professor canta algumas músicas tão bregas... O seu repertório não muda.
Penso no outono, uma estação que me deixa angustiada. O inverno então me deixa tão pra baixo que é uma das épocas que eu fico mais na fossa do que a própria bosta.
Mas hoje eu resolvi não ligar pra absolutamente nada.
Hoje eu quis ter paz e que os outros me deixassem em paz.
Mas as pessoas querem guerra. Sempre antenadas e nervosas, ansiosas esperando um "motivo" para arrumarem confusão ou para mandar o atendente do Mc Donald's a merda.
As pessoas, pelo menos a grande maioria delas, só sabem viver e conviver em conflito. E disso eu estou fora.
Não vou me tornar uma pessoa bunda mole, porém, não vou ser babaca o suficiente para que pisem no meu calo.
Não vou ser uma pessoa explosiva a ponto de amassar um papel na cara de uma atendente numa clínica. Ela não tem culpa que venceu o prazo para ser feito o exame. A culpa e irresponsabilidade foi minha, ninguém tem nada a ver com isso.
As pessoas não são culpadas pelo meu mau humor, pela minha vontade de mandar tudo a m..., por estar nervosa ou ansiosa com algo ou por simplesmente estar com raiva. Não posso explodir.
E você, prefere explodir ou se dar um minuto para pensar nos seus atos?
Meu minuto virou horas. E aos poucos estou aprendendo a viver um pouco melhor. Se todos se derem um minuto, quem sabe muitas pernas não serão chutadas nos ônibus, muitos papéis serão jogados em lixeiras, atendentes não sofrerão com a falta de educação dos outros, muitas bolsadas na cara e discussões por bobeira serão evitadas... É tudo uma questão de ótica. Vivemos numa ilusão de ótica tão grave que os efeitos e resultados estão espalhados por toda a parte. Aturamos tanta coisa sem merecermos, ficamos tão chateados com o próximo por tanta bobagem que agora está virando algo comum na vida das pessoas. De comentarem no banheiro coisas como "uma pessoa esbarrou em mim e ainda disse que estava errada", "e o que você fez?", "nada, apenas segui em frente para não arrumar confusão". Virou coisa do cotidiano, coisa a ser evitada ou enfrentada como se fosse uma gripe.
Enquanto as pessoas não mudarem sua visão de vida e de encarar os acontecimentos, ainda veremos muita coisa que não gostaríamos ou que não queremos ver. Mas a mudança, no fim das contas, está dentro de você. Quem sabe você tirando aquela bandeja da mesa do Mc Donald's ou do Subway o próximo não faça a mesma coisa em prol da educação e por pensar no próximo que poderá sentar ali?
Pensar no próximo... Isso está em falta hoje em dia, porém, nos noticiários isso é mostrado quase que 24 horas por dia do outro lado do mundo. Enquanto brigamos, disputamos, discutimos por coisas tão pequenas e fúteis, os japoneses demonstram solidariedade com o próximo mesmo sem conhecê-lo. Lá eles pensam no coletivo e vivem bem assim, sem gente furando fila ou arrumando confusão por causa da comida que acabou. Lá eles tem noção do que é ter tudo em um dia e nada no outro. Lá você sentiria na pele o que é ser ajudado e como é ajudar alguém necessitado.
E é nessas horas que eu gostaria muito que algo do tipo acontecesse aqui no Brasil. A mudança só acontece quando algo de muito grave acontece, quando você é obrigado a mudar antes que o mundo te engula a seco. E enquanto as pessoas vão dormir em suas camas confortáveis e acordam com o pique de querer arrumar confusão com alguém, lá no Japão as pessoas só querem ter o seu cotidiano de volta, sem brigas ou disputas.
É quase um recomeço após o fim do mundo. E era (é) tudo que nós precisamos em nossas vidas particulares e vazias: recomeço. Um recomeço que faça com que o próximo tenha noção do que é realmente importante na vida dele e do próximo.
O egoísmo precisa sair, ir embora. Precisamos dar mais espaço para a educação, amor, compreensão e paciência. São coisas bonitas de serem ditas e escritas e que na prática poucos dão atenção a elas, porém não custa nada relembrar.
Não acredito que uma pessoa irá mudar 100% , mas acredito que ela vai repensar melhor em seus atos. E isso já seria suficiente nessa terra chamada Brasil, uma terra que quer ser a todos custo um Estados-Unidos-que-fala-português e que é regada com tanta gente egoísta. Vamos mudar as notícias, vamos ser um comentário positivo em uma conversa de pessoas. Vamos ser relembrados pelo ato positivo e não pelo ato negativo. Vamos ser a diferença.
O grande problema é que ninguém quer vestir a camisa. E se eu consegui trazer seus olhos até aqui e deixei alguma reflexão, obrigada. Obrigada por ter me dado a chance de te mostrar um novo caminho. Não sou dona da verdade, mas gostaria que meus futuros filhos e netos crescessem em um mundo menos egoísta. E acredito que você também pensa por esse lado. Logo, obrigada por ter lido até aqui e tente, de alguma forma, ser o ponto positivo, a pessoa positiva, a pessoa que faz a diferença.
Não procurei confusão em nenhum canto da casa, tampouco no ônibus, na faculdade, no trabalho, no restaurante.
Não dei atenção para aqueles que queriam discutir, muito menos para aqueles que chutavam as minhas pernas ao passarem por trás de mim no ônibus.
Não discuti com aquela menina que jogou papel no chão, apenas a encarei de uma forma que a deixasse sem graça. E isso foi fácil de fazer, o difícil foi ver que não adiantou de nada e que ela fingiu que nada aconteceu.
Não dei atenção para aquele grupo de jovens que conversam sobre assuntos tão imbecis que o cérebro chega a derreter.
Não ouvi música, mas o fone permaneceu no ouvido como uma forma de não chamar a atenção daquele que possivelmente puxaria papo para discutir sobre as manchetes dos jornais.
As manchetes dos jornais não me interessaram.
Em todos os lugares o rosto do Obama estava estampado como se ele fosse um garoto propaganda dos Estados Unidos. Crianças choravam na televisão ao vê-lo de perto, outras gritavam tanto que era de deixar até um surdo mais surdo do que já é.
Na televisão as notícias são as mesmas. Ninguém ganhou na loteria (ainda), o Obama, as roupas que a Michelle usou (e em alguns sites há votações se ela acertou ou não no modelo), Japão, Líbia, Big Brother...
Ouço gritos dos alunos da escola. O professor canta algumas músicas tão bregas... O seu repertório não muda.
Penso no outono, uma estação que me deixa angustiada. O inverno então me deixa tão pra baixo que é uma das épocas que eu fico mais na fossa do que a própria bosta.
Mas hoje eu resolvi não ligar pra absolutamente nada.
Hoje eu quis ter paz e que os outros me deixassem em paz.
Mas as pessoas querem guerra. Sempre antenadas e nervosas, ansiosas esperando um "motivo" para arrumarem confusão ou para mandar o atendente do Mc Donald's a merda.
As pessoas, pelo menos a grande maioria delas, só sabem viver e conviver em conflito. E disso eu estou fora.
Não vou me tornar uma pessoa bunda mole, porém, não vou ser babaca o suficiente para que pisem no meu calo.
Não vou ser uma pessoa explosiva a ponto de amassar um papel na cara de uma atendente numa clínica. Ela não tem culpa que venceu o prazo para ser feito o exame. A culpa e irresponsabilidade foi minha, ninguém tem nada a ver com isso.
As pessoas não são culpadas pelo meu mau humor, pela minha vontade de mandar tudo a m..., por estar nervosa ou ansiosa com algo ou por simplesmente estar com raiva. Não posso explodir.
E você, prefere explodir ou se dar um minuto para pensar nos seus atos?
Meu minuto virou horas. E aos poucos estou aprendendo a viver um pouco melhor. Se todos se derem um minuto, quem sabe muitas pernas não serão chutadas nos ônibus, muitos papéis serão jogados em lixeiras, atendentes não sofrerão com a falta de educação dos outros, muitas bolsadas na cara e discussões por bobeira serão evitadas... É tudo uma questão de ótica. Vivemos numa ilusão de ótica tão grave que os efeitos e resultados estão espalhados por toda a parte. Aturamos tanta coisa sem merecermos, ficamos tão chateados com o próximo por tanta bobagem que agora está virando algo comum na vida das pessoas. De comentarem no banheiro coisas como "uma pessoa esbarrou em mim e ainda disse que estava errada", "e o que você fez?", "nada, apenas segui em frente para não arrumar confusão". Virou coisa do cotidiano, coisa a ser evitada ou enfrentada como se fosse uma gripe.
Enquanto as pessoas não mudarem sua visão de vida e de encarar os acontecimentos, ainda veremos muita coisa que não gostaríamos ou que não queremos ver. Mas a mudança, no fim das contas, está dentro de você. Quem sabe você tirando aquela bandeja da mesa do Mc Donald's ou do Subway o próximo não faça a mesma coisa em prol da educação e por pensar no próximo que poderá sentar ali?
Pensar no próximo... Isso está em falta hoje em dia, porém, nos noticiários isso é mostrado quase que 24 horas por dia do outro lado do mundo. Enquanto brigamos, disputamos, discutimos por coisas tão pequenas e fúteis, os japoneses demonstram solidariedade com o próximo mesmo sem conhecê-lo. Lá eles pensam no coletivo e vivem bem assim, sem gente furando fila ou arrumando confusão por causa da comida que acabou. Lá eles tem noção do que é ter tudo em um dia e nada no outro. Lá você sentiria na pele o que é ser ajudado e como é ajudar alguém necessitado.
E é nessas horas que eu gostaria muito que algo do tipo acontecesse aqui no Brasil. A mudança só acontece quando algo de muito grave acontece, quando você é obrigado a mudar antes que o mundo te engula a seco. E enquanto as pessoas vão dormir em suas camas confortáveis e acordam com o pique de querer arrumar confusão com alguém, lá no Japão as pessoas só querem ter o seu cotidiano de volta, sem brigas ou disputas.
É quase um recomeço após o fim do mundo. E era (é) tudo que nós precisamos em nossas vidas particulares e vazias: recomeço. Um recomeço que faça com que o próximo tenha noção do que é realmente importante na vida dele e do próximo.
O egoísmo precisa sair, ir embora. Precisamos dar mais espaço para a educação, amor, compreensão e paciência. São coisas bonitas de serem ditas e escritas e que na prática poucos dão atenção a elas, porém não custa nada relembrar.
Não acredito que uma pessoa irá mudar 100% , mas acredito que ela vai repensar melhor em seus atos. E isso já seria suficiente nessa terra chamada Brasil, uma terra que quer ser a todos custo um Estados-Unidos-que-fala-português e que é regada com tanta gente egoísta. Vamos mudar as notícias, vamos ser um comentário positivo em uma conversa de pessoas. Vamos ser relembrados pelo ato positivo e não pelo ato negativo. Vamos ser a diferença.
O grande problema é que ninguém quer vestir a camisa. E se eu consegui trazer seus olhos até aqui e deixei alguma reflexão, obrigada. Obrigada por ter me dado a chance de te mostrar um novo caminho. Não sou dona da verdade, mas gostaria que meus futuros filhos e netos crescessem em um mundo menos egoísta. E acredito que você também pensa por esse lado. Logo, obrigada por ter lido até aqui e tente, de alguma forma, ser o ponto positivo, a pessoa positiva, a pessoa que faz a diferença.
1 pontos de vista:
Gaby disse...