s. m.
1. Paixão religiosa do fanático.
2. Facciosismo partidário.
3. Adesão cega e inconsiderada a um partido, uma opinião, uma pessoa.
4. Fig. Paixão excessiva.
adj. s. m.
adj. s. m.
1. Diz-se da pessoa animada por um zelo excessivo por uma religião ou uma opinião.
2. Que se julga inspirado.
3. Fig. Loucamente apaixonado; desvairado.
Opinião é algo muito particular. Se a pessoa não gosta de verde, não adianta insistir ou querer discutir sobre isso: ela não gosta e pronto. É como se você quisesse enfiar uma comida goela a baixo do seu filho/sobrinho SABENDO que ele odeia aquilo só para contrariar ou querer mostrar quem manda ali. Tá, a comparação é escrota, mas me sinto exatamente assim quando alguém quer me convencer de algo em que na situação eu sou do contra ou não concordo com aquele tipo de postura e/ou fato. A pessoa se torna chata, mas na visão dela VOCÊ é o chato da história, o cabeça fechada e em certos momentos até preconceituoso...
Eu sou fanática com certas coisas que nem imaginava ser. Quando paro e penso, estou discutindo com alguém sobre algo que não deve ser discutido e aí já é tarde demais para voltar atrás. Mas uma das coisas que confesso que sou extremamente fanática é sobre uma banda chamada Rush.

Os homens que mudaram a minha vida...
Nunca impus que as pessoas ao meu redor gostassem deles, mas sempre quis que os respeitassem. Na época da escola, chegava para os meus amigos e dizia que ouvi uma banda chamada Rush que era muito foda e eles me olhavam com aquela cara de "heim? mas que porra é essa?" e eles traziam seus violões desafinados e começavam a tocar a banda de três notas - err... Nirvana - e se achavam os fodões com suas camisas xadrez e suas calças rasgadas. E eu ali no meio me perguntando "que diabos é isso, Rush não tem nada a ver com isso" e me sentia um peixe fora d'água, uma alienígena no meio da multidão.
O tempo passou e fui conhecendo novas bandas, mas o Rush continuava ali sempre presente na minha vida. Mesmo que ficasse um dia sem ouvir qualquer música deles, do nada, na minha mente, vinha um solo, uma nota, uma letra qualquer e quando percebia já estava cantando ou a música simplesmente começava a tocar do nada na minha mente. Era como se tivesse um fone imaginário nos ouvidos e que do nada a música começasse - e confesso que já me distraí e fingi prestar atenção nas pessoas enquanto isso acontecia. É um negócio louco que até hoje acontece comigo!
Não sou do tipo de fã que sabe todas as datas, que possui todos os álbuns/vinis/bootlegs originais ou que tem fotos espalhadas no quarto ou coladas na porta do armário. Sou do tipo de fã que ama cada integrante como se fosse um velho amigo e que ama suas músicas e melodias como se fosse a única maravilha do mundo. Sei a história e vida de cada um, mas não sei por exemplo a cueca que o Geddy usou na turnê do 2112, oras. Se estou ouvindo, por exemplo, a Rádio Rush http://205.188.215.229:8010 e de repente começa a tocar uma música, sei de qual álbum é e o nome daquela música. Consigo ouvir cada instrumento separadamente e entendo o que as letras querem dizer, apesar do meu inglês ser básico. Sou do tipo de fã que não é um "fã material" que quer ter tudo da banda para guardar (até seria se tivesse dinheiro pra isso), sou uma "fã emocional" dos caras, uma fã que os ama pela sua essência e pelo que eles querem transmitir.
Conheço pessoas que tem TUDO da banda, mas que não entendem lhufas de nenhuma música e/ou não entendem o que ela quer realmente transmitir. E essas pessoas se acham super-fãs e pra mim ser fã está além disso, além da matéria. É um elo, uma conexão que quando acontece, não é a coisa material que irá definir o quão fã você é: você é fã e não precisa provar isso pra ninguém, a sua verdade e o seu sentimento são a prova disso - e isso basta.
No documentário Beyond the Lighted Stage de Sam Dunn e Scot McFadyen, esse amor que estou tentando explicar (e que provavelmente não estou conseguindo com muita clareza) é transmitido no documentário. Quem não é fã não conseguiu pegar a essência da coisa, é como se fosse um documentário para os que não são fãs passarem a respeitá-los e/ou entendê-los um pouco melhor. Para mim foi só uma confirmação desses 8 anos "investidos" numa banda que não sabem da minha existência, mas que mudaram e muito a minha vida (e sou eternamente grata por isso). Foi a confirmação do porque sou fã deles - aliás, do porque existem tantos fãs espalhados pelo mundo...
Ver que dedicaram um momento para o Neil Peart (tanto pessoal como profissional) e futucar em feridas que já estão cicatrizadas há tanto tempo foi um momento fã, um momento "vamos deixar pra depois, não queremos saber disso" apesar da curiosidade bater bem forte. Fiquei bastante desconfortável nessa hora, foi como se quisessem saber de algo da minha vida mas ao mesmo tempo foi bem esclarecedor. Chorei demais na parte do Rush in Rio, chorei mais de raiva por não ter ido e por medo de não vê-los um dia... Ri muito das piadinhas e dos momentos engraçados do documentário, que aliás, o documentário foi feito especialmente pra isso: para provar aos fãs que eles são como nós! Eles riem, choram, querem fugir, brigam, discutem... São humanos! E isso foi o ponto forte pra mim, como o diretor teve a preocupação em mostrar um lado fora dos palcos, o lado humano dos caras - e isso vale qualquer preço. Quem não é fã, achou um porre as partes pessoais e quem era fã, achou tudo muito esclarecedor ou confirmou e/ou relembrou o que nós já sabíamos... Rever as fotos que já estamos carecas de colocar como wallpaper, ouvir as músicas que amamos e que fizeram parte em algum momento da nossa história, ver que o Geddy e o Alex são uns amores e não são estrelinhas como tantos artistas por aí *COF*Dream Theater*COF*, ver que o Neil é um anti-social-mor mas que não é por maldade são coisas simples que para um fã é algo simplesmente humano. E é isso que um fã tem que ter em mente no fim das contas: eles são humanos, mas humanos especiais que mudaram a vida de tanta gente!
E quando digo mudar é na forma de pensar, de agir, de encarar e sentir certas coisas. É o tipo de banda que como falei anteriormente está ligada a essência e não ao tuco-tuco-tuco de pedais duplos e de letras sem pé nem cabeça: no Rush tudo tem um motivo, nada foi jogado do nada. Há sentimento, há amor no que eles fazem: e isso é o diferencial dos caras! É isso que os move: é o prazer em tocar trolhões de vezes Tom Sawyer e ver no rosto dos fãs um sorriso estampado. É ir apertar a mão de um fã e encarar isso como se fosse uma coisa comum. É não ser estrelinha e assumir pra si mesmo que é sempre tempo de aprender e melhorar... O Rush é assim, uma banda simples e ao mesmo tempo complexa: uma banda para poucos e que esses poucos fazem jus ao amor depositado...
Quem nunca se sentiu num momento "Subdivisions" que atire a primeira pedra:
Sprawling on the fringes of the city
In geometric order
An insulated border
In between the bright lights
And the far unlit unknown
Growing up it all seems so one-sided
Opinions all provided
The future pre-decided
Detached and subdivided
In the mass production zone
Nowhere is the dreamer
Or the misfit so alone
Subdivisions -
In the high school halls
In the shopping malls
Conform or be cast out
Subdivisions -
In the basement bars
In the backs of cars
Be cool or be cast out
Any escape might help to smooth
The unattractive truth
But the suburbs have no charms to soothe
The restless dreams of youth
Drawn like moths we drift into the city
The timeless old attraction
Cruising for the action
Lit up like a firefly
Just to feel the living night
Some will sell their dreams for small desires
Or lose the race to rats
Get caught in ticking traps
And start to dream of somewhere
To relax their restless flight
Of lighted streets on quiet nights...
Come to watch him fall?
Making arrows out of pointed words
Giant killers at the call
Too much fuss and bother
Too much contradiction and confusion
Peel away the mystery
Here's a clue to some real motivation
The two of us
And we both know why we've come along
Nothing to explain
It's a part of us
To be found within a song
Did it go out of style?
Along with our naivete'-
No longer a child
Different eyes see different things
Different hearts beat on different strings
But there are times
For you and me
When all such things agree.
The two of us
And we both know why we've come along
Nothing to explain
It's a part of us
To be found within a song
Shoulder that invisible load
Keep on riding north and west
Haunting that wilderness road
Like a ghost rider
Through bitter wind and stormy skies
From the desert to the mountain
From the lowest low to the highest high
Like a ghost rider
Then circle South and East
Show me beauty, but there is no peace
For the ghost rider
Shadows on the road ahead
Nothing can stop you now
There's a shadow on the road ahead
Nothing can stop you now
Lightens that invisible load
Riding on a nameless quest
Haunting that wilderness road
Like a ghost rider
Racing against the night
A wandering hermit
Racing toward the light
To the Canyonlands
To the redwood stands
To the Barren Lands
Sunset on the road ahead
There's nothing to stop you now
Nothing can stop you now
...Talvez não, pois sou uma fanática, uma rushmaníaca. Uma rushmaníaca que na data de hoje, 26/06/2010 está completando 22 anos. Desde os 14 anos eles fazem parte da minha vida, então o post de hoje foi mais como um agradecimento do que falar de fanatismo. Sim, enganei vocês, mas hoje eu posso! :)
Parabéns pra mim!! :)
Se eu quero um presente? Não tenham dúvidas: pelo menos um show do Rush quero ver um dia. Seja no Brasil, no exterior, no céu... Um show ao vivo seria o melhor presente do mundo.
Quem sabe em outubro eu não quote esse post com um "o sonho vai se realizar!!!"? :D
Aguardaremos!
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