5 de nov. de 2014

A menina do tempo em Montauk - WTF?!

Lembra daquela cena da Clementine em Montauk que ela sai correndo e cai de bunda no gelo?

Não?! Essa aqui:











Pois é, aconteceu comigo algo semelhante. Não caí de bunda no gelo, mas bati na quina da pia do banheiro. Resultado:




Uma simples pancada deu nisso aí. Foi uma dor absurda, daquelas de dar vontade de vomitar, cagar, chorar, rir, tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Mas a pancada teve o seu lado positivo. Naquele momento enquanto estava de cócoras limpando o azulejo do banheiro, pensando na vida, nas minhas expectativas futuras e provavelmente falando sozinha sobre alguns acontecimentos, incluindo o afastamento de algumas pessoas e uma entrevista recente que fiz. Naquele momento senti muita raiva e levantei rapidamente... Bom, o resultado está aí acima.

O lado positivo é que percebi que estava dando atenção demais para essas pessoas. Antes estivesse com a atenção focada no que estava fazendo, provavelmente esse acidente não teria acontecido. Não que seja culpa dessas pessoas, a culpa é minha mesmo por me importar demais, por me preocupar demais, por questionar demais... Sempre demais. Agora será de menos.

Essa é uma característica que estou cuidando aos poucos. Leva tempo é claro, mas com a pancada que levei - fisicamente e emocionalmente (afinal, você não ter a oportunidade de saber o porquê do distanciamento e ficar sempre sendo ignorada é meio complicado, né?), acho que aprendi da forma mais dura possível.

Outra coisa que aprendi com a pancada é pensar antes de falar. Às vezes elaboro diálogos na minha cabeça quando vou fazer alguma entrevista, mas justo nessa fui sincera até o talo e não tinha pensado em diálogo nenhum, saí falando e saí de lá com a certeza de que não tinha conseguido passar para a segunda etapa.

O bom de qualquer entrevista é que você sempre aprende alguma coisa. É uma oportunidade de ver o que o mercado de trabalho está buscando e o que a pessoa que está por trás disso realmente quer. Cada ambiente funciona de um jeito, logo, as perguntas às vezes são parecidas, às vezes são completamente diferentes do script. E nessa entrevista foi tudo fora do script, logo, sinceridade até o talo.

Passei para a segunda etapa. O.O 

YAY! Felicidade ao extremo, mas obviamente fiquei com a tal felicidade guardadinha dentro de mim:

"(...)
Everyday people
Everyday shame
Everyday promise shot down in flames
Everyday sunrise
Another everyday story
Rise from the ashes and blaze
In everyday glory

In the city where nobody smiles
And nobody dreams
In the city where desperation
Drives the bored to extremes
Just one spark of decency
Against a starless night
One glow of hope and dignity
A child can follow the light

No matter what they say...
No matter what they say...
No matter what they say...
No matter what they say...

Everyday people
Everyday shame
Everyday promise shot down in flames
Everyday sunrise
Another everyday story
Rise from the ashes and blaze
In everyday glory

If the future's looking dark
We're the ones who have to shine
If there's no one in control
We're the ones who draw the line
Though we live in trying times
We're the ones who have to try
Though we know that time has wings
We're the ones who have to fly...
"

Everday Glory - Rush

Segunda etapa feita. E por me sentir tão à vontade naquele ambiente acabei fazendo um comentário que espero que não vá para a lista negativa:

"Olha! A menina do tempo!"

É. Foi no corredor mesmo. Quando vi, já tinha dito. Ai Deus. E só de vê-la na TV, obviamente comecei a rir. E caso não consiga passar nessa etapa, será uma lembrança engraçada e boa de se lembrar. E enquanto isso, vou diminuindo as minhas expectativas para a pancada não ser tão forte - caso a resposta seja negativa. Mas aos poucos, vou acumulando pequenas conquistas...

"A tired mind become a shape-shifter,
Everybody need a mood lifter,
Everybody need reverse polarity.
Everybody got mixed feelings
About the function and the form.
Everybody got to deviate from the norm.
"

Vital Signs - Rush

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