8 de mar. de 2014

Flores-de-maio

Comprei lasanha de frango de uma marca famosa. Parecia estar congelada e coloquei o tempo sugerido na caixa: 14 minutos.

Nesses 14 minutos enquanto a tecnologia fazia sua feitiçaria, entrei no quarto e comecei a pensar em todas as coisas que preciso fazer. A cada aba que abria, lembrava de mais alguma coisa e logo esquecia por conta da informação que lia naquele momento. Ouvindo Marillion, sentindo cheiro do meu cecê e pensando na minha avó. Tive uma vontade súbita de desbloquear meu cartão de crédito para comprar passagem aérea pra SP para visitá-la e, consequentemente, se conseguisse, ir ao show do Marillion. Mas a realidade fincou meus pés no chão e com seu cheiro inconfundível não tive escolha a não ser sair correndo para pegar minha lasanha toda queimada.

Meu refrigerante está naquele meio termo que alguns consideram escroto que é o "nem muito quente, nem muito gelado". Tanto o gelado quanto o quente doem os meus dentes então acabo preferindo o meio termo. Não sou daquele tipo de pessoa que fica puta quando a pizza chega fria ou morna-quase-fria, mas não me faça pagar uma grana por comida que esteja ruim. Quando digo ruim é intragável, de deixar no prato e ficar com pena depois pq será jogado fora.

Acho engraçado quando algumas coincidências esquisitas acontecem, tipo agora de olhar no relógio e perceber que são 22h32 e que já olhei o relógio às 21h32, 20h32, 19h32... Como se eu soubesse sem olhar que já se passou uma hora e começo a entrar em pânico por não ter feito muita coisa "diferente" além de deixar a borda da lasanha queimada e lutar contra um bichinho de luz que não pára de pousar na tela do computador. Fora os pernilongos me atacando nos pés e nas pernas, oh Deus, sou alérgica e arranco o coro de tanto coçar... 

Queria entender pq tantos casais jovens estão se separando tão facilmente, como se fossem ali no banheiro soltar um barrão simples e rápido, daqueles que quase nem precisa do papel higiênico por ser "autolimpante". A questão é que se separar é bem complicado, exige tanto papel que sempre alguém sai mais cagado do que o outro... Pq as pessoas complicam tanto quando a coisa é mais simples do que parece? "Depende da merda!" uma voz diz na minha cabeça. Aliás, esse é o post mais desconexo da história do blog.

Minha filha (uma flor-de-maio) ainda está viva após passar um dia e meio num caminhão de mudança. Acho incrível como ela é tão forte, mesmo estando num vasinho pequeno. Às vezes o que falta na vida das pessoas é isso, é olhar a coisa toda no modo "é o que tenho pra hoje". Minha filha deve pensar assim todos os dias e continua viva, pq é tão difícil as pessoas encararem a vida, o universo e tudo mais da forma mais básica e simples?

Hoje li uma notícia de uma mãe que matou a nora e o filho e se matou em seguida. Uns dizem que é falta de Deus no coração, outros falam que acabou o estoque de Lexotan... A vida passou a ser uma coisa qualquer, sem significância alguma. 

As pessoas precisam de flores-de-maio. E eu, no momento, de um banho. Até a próxima.

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