Até o dia 23 de julho vai rolar um evento no Killing Floor chamado Summer Sideshow: Pier of Pain. É o primeiro evento de objetivo e no final você destrava uma roupa nova além de conseguir achievements. É o típico evento que você precisa de pelo menos duas pessoas para chegar até o final e dependendo da dificuldade nem assim é possível. Não está entendendo o que quero dizer? Dá uma olhada no trailer do jogo aqui: http://store.steampowered.com/app/1250/
Passei o dia inteiro com cólica e desejando ser homem. É sério. Parece que você está levando socos no útero o tempo inteiro e obviamente o humor fica uma merda. Não dá pra ficar sentada ou deitada em qualquer posição, não dá pra usar qualquer roupa e o inchaço e o sangramento no nariz sempre batem ponto nessa época. É realmente um período infernal que até dá vontade de matar o coelho mais fofo do mundo. E por causa de dois miomas não posso emendar a cartela do anticoncepcional, então todo mês é essa titica, essa sensação gostosa (#sqn) de ser mulher.
Agora de noite fui jogar uma partidinha de Killing Floor. Bom, pelo menos tentei. Atrás de um nick masculino, fiquei esperando a sala encher para dar início a partida. Nada. Ninguém aparecia. Obviamente, comecei a me emputecer. Tentei jogar sozinha, morri. Morri de novo e de novo e de novo... Porra, não vai entrar ninguém nessa caralha?! Não?! Foda-se essa merda! Acabei saindo puta da vida e aqui estou eu escrevendo esse post
totalmente sem sentido com palavras de baixo calão, porém, já passa das
00h então posso falar O QUE QUISER AQUI!
Voltando.
Assim que fechei a tampa do laptop, peguei o Ipad e comecei a jogar Candy Crush Saga (sim, olha o nível descendo ladeira abaixo). De tanta raiva que fiquei, consegui passar de uma fase que estava empacada durante alguns dias e de repente me deu vontade de escrever aqui, não por causa do evento do Killing Floor, mas por causa de uma coisa que inconscientemente estava presente o tempo todo: expectativa.
Tenho um grande defeito que é a expectativa.
Quando falo com alguém e pergunto "você prefere A ou B?", crio a expectativa de que ela me responda A ou B, porém, nem sempre isso acontece. A pessoa responde C e fico chateada ou com raiva e acabo não compreendendo sua escolha e ajo de acordo com o que quero. Só que o que eu quero não agrada a pessoa, logo, fico refém de uma expectativa não atendida e de mãos atadas. Loucura né?
- Você pretende fazer outra faculdade?
- Se arrumar emprego, sim.
- Que curso? Direito?
- Não, medicina veterinária.
- Ah é?!Então tá né, se é isso que você quer fazer tudo bem!
- Ah é?!Então tá né, se é isso que você quer fazer tudo bem!
Cria-se a expectativa de agradar, ganhar algum incentivo. Mas quando a pessoa diz "Direito" já vem com a expectativa de ouvir essa resposta e é surpreendida com outra. Tudo bem, como aconteceu no exemplo A ou B, nem sempre a resposta que queremos ouvir é dada. Mas inconscientemente fica aquele desconforto de que não estou correspondendo as expectativas e me sinto culpada por isso. Mas será que deveria me sentir assim?
Contas de matemática. Não entendia bulhufas, pedia ajuda e tinha a expectativa de ser ajudada. Coisas como "vou te tirar da escola!" ecoam na minha cabeça. Olho para trás e me pergunto porque simplesmente não fechei o caderno e deixei para lá?
Preciso escolher entre A ou B. Pressão por todos os lados, expectativas e medos. Penso nas outras pessoas e em como isso afetará cada uma delas, não penso na minha opinião e na minha vontade. Tenho a expectativa que A agrade mais X, Y e Z do que B. Mas E EU NO MEIO DISSO TUDO?
Antes todas as minhas ações eram baseadas no conforto e bem estar de outras pessoas e chegava a perder o sono por conta disso. Hoje em dia peço e ouço a opinião de algumas pessoas e reflito se devo ou não
seguir aquilo, se é certo ou errado, se faz sentido ou não. Isso é ser egoísta?
Depois de levar tanta porrada você começa a enxergar menos embaçado e o apito do ouvido cessa também... Mas as dúvidas permanecem com algumas opiniões ouvidas e colocadas na balança. Não me entendam mal, apenas estou perdida no meio do túnel sem luz alguma. Essas opiniões estão iluminando o meu caminho, mas ainda não vi a famosa "luz no fim do túnel"... Será que ainda falta muito? Opa, acho que não, acho que estou vendo alguma coisa ali na frente e estou correndo, correndo, suando, correndo, de tpm, mas correndo, continuo correndo, Deus do céu que dor, corre Erika! Corre!
ACHEI! É ISSO!

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