
Ser mãe é esperar 9 longos meses até o filho(a) nascer. Ou filhos(as).
Eu ainda não senti a "magia" desse acontecimento, mas muitas mulheres dizem que tudo muda, até o seu jeito de ver e encarar a vida. Obviamente, não posso falar que isso acontece em todos os casos, mas quem sabe em sua grande maioria.
Daí nós crescemos. Começamos a dar os nossos primeiros passos e falávamos coisas que só nós entendíamos e aquilo bastava. Por mais que nossos pais achassem um "mimo" aquilo, normalmente estávamos putos com algo ou querendo alguma coisa. Não era legal, poxa. Era difícil falar o que queríamos enquanto todos riam à nossa volta e apertavam as nossas bochechas dizendo "que gostosura! Vou te morder todinho!" e começávamos a rir daquilo porque ninguém é louco de morder um bebê.
Eu ainda não senti a "magia" desse acontecimento, mas muitas mulheres dizem que tudo muda, até o seu jeito de ver e encarar a vida. Obviamente, não posso falar que isso acontece em todos os casos, mas quem sabe em sua grande maioria.
Daí nós crescemos. Começamos a dar os nossos primeiros passos e falávamos coisas que só nós entendíamos e aquilo bastava. Por mais que nossos pais achassem um "mimo" aquilo, normalmente estávamos putos com algo ou querendo alguma coisa. Não era legal, poxa. Era difícil falar o que queríamos enquanto todos riam à nossa volta e apertavam as nossas bochechas dizendo "que gostosura! Vou te morder todinho!" e começávamos a rir daquilo porque ninguém é louco de morder um bebê.
E a mamãe? Ah, ela estava sempre de olho nos nossos passos. Um peido que dávamos, já era motivo de desespero: "Agora é sua vez de trocar a fralda, eu acabei de trocar!". E a gente, obviamente, ria. Às vezes chorávamos porque estávamos assados ou não queríamos passar pela mesma ladaínha de sempre, mas poxa, era muito bom alguém trocar a nossa fraldinha e não termos o trabalho de limpar com papel higiênico.
Com o passar do tempo, largamos a fralda. Ah, nada como o badalo ou perereca de fora, não é mesmo? Andávamos pelados correndo pela casa, a opinião dos outros e nada eram a mesma coisa. Aprontávamos muito e hoje levamos conosco inúmeras cicatrizes nas pernas, nos braços, no rosto...
Apesar das nossas travessuras, nossa mamãezinha sempre dizia (ou ainda diz!): Não faça isso, não faça aquilo, cuidado com o dedo, está quente, NÃO MEXA, cuidado com o buraco, tire o dedo do nariz, não mostre a língua, que coisa feia!, não fale palavrão!, cala a boca (em casos extremos), eu vou te bater!!!!, eu vou pegar o cinto!, não corra!, não coma rápido demais!, MASTIGUE direito!, escove os dentes, vá tomar banho!, fez a lição de casa?, É PRA COMER TUDO!!!, vai ficar chorando sozinho!, olha que eu te deixo aqui sozinho e vou embora!, cuidado que isso é veneno e você pode MORRER se comer isso (ok, isso está nos casos super extremos), cuidado com a friagem!, está com agasalho?, você tem dinheiro? (em alguns casos, para emprestar mesmo), liga quando chegar, liga quando sair, liga se precisar de alguma coisa, eu vou te ligar se você sumir!, passe o protetor solar, não reclame, fale mais baixo, não brigue na escola, vai ficar de castigo!!!, pára de rir de mim!... Enfim, inúmeros bordões que nossas mamães diziam ou ainda dizem para nós estão tão marcados na nossa memória que lembramos de cada cena como se elas tivessem acontecido ontem.
Algumas lembranças boas, outras nem tanto, algumas que gostaríamos (e muito) de esquecer, outras que gostaríamos de lembrar com seus pequenininhos detalhes... É, meus caros leitores, essa foi a melhor época de nossas vidas...
... Mas alguma coisa mudou.
Hoje, quando escutamos a nossa mãe dizendo "cuidado com a friagem!" nós saímos andando e/ou não damos atenção a ela. Ela fica esperando uma resposta ou que você vá ao seu armário e pegue um casaco, mas não, simplesmente saímos andando em direção ao nosso destino. Em outros casos como "eu vou te ligar pra saber se está tudo bem" é motivo de muita discussão. Jovens não suportam que suas mães ligam no meio de uma festa, balada ou qualquer coisa do tipo que envolva gente da mesma idade por pura vergonha. Alguns dão um esporro tão grande na mãe que ela simplesmente não liga e diz: "fulano está crescendo". Já em casos como "você precisa estudar mais", também é motivo de desentendimento. O filho briga com a mãe e diz que ela está cercando ele demais e que está estudando normalmente. A mãe quer saber porque o rendimento do filho caiu na escola, se é problema com o professor ou qualquer coisa do tipo e o filho simplesmente grita pra ela não se meter e, mais uma vez, sai andando deixando a mãe sem respostas...
Aliás, já parou pra pensar quantas vezes nós já saímos andando em diversas situações do tipo e não ligamos nenhum pouco pro sentimento da mulher da nossa vida? Nós pisamos, decepcionamos, fazemos ela chorar, não ligamos ou não nos importamos com as suas opiniões... Nós estamos sempre querendo voar enquanto que ela quer apenas nos proteger embaixo da sua asa...
Hoje, temos uma vida estável e ela está lá na casa dela (ou em alguns casos, ainda moram na mesma casa) e simplesmente a ignoramos ou não damos a atenção que merece. Todos os dias, de alguma forma, saímos andando e deixamos ela falar sozinha para as paredes o seu bordão que nunca muda: "fulano está crescendo..." e ela em vez de sentir raiva, ficar magoada ou cobrar, ela simplesmente perdoa e esquece. E sabe porque ela faz isso? Por que o amor de mãe é maior que isso tudo o que você faz pra ela. O amor que ela sente por você ultrapassa barreiras, por você ela com certeza morreria e, se fosse necessário, mataria também. Por você, ela deixou de ter várias coisas pessoais para te agradar com um presente, com uma comida gostosa ou para te dar um dinheirinho pra ir sair com os amigos. Por você ela deixou de sair e aproveitar vários momentos da vida, por você ela já brigou, saiu na mão e te defendeu com unhas e dentes mesmo estando errado. Por você, ela abriu mão de muita coisa e você retribuiu esse tempo inteiro "saindo andando" e deixando ela falar com as suas companheiras inseparáveis: as paredes.
Mãe também erra e às vezes ela não sabe como pedir desculpas. Ela demonstra comprando um presente, te levando pra sair ou simplesmente fazendo uma comida que você goste ou pedindo desculpas direto e reto. Nós ficamos bravos com ela, não queremos conversa, negamos o presente, não comemos, deixamos pra lá e novamente, saímos andando e deixamos ela falando sozinha. Só que quando você errou, ela te recebeu de braços abertos (em alguns casos ela pode ter ficado firme e forte mas com certeza se derreteu depois) e te perdoou, coisa que você não fez com ela num momento ruim. O que devemos ter em mente é que todo mundo erra e que o perdão é uma peça chave de qualquer relacionamento.
Hoje, ao deitar na cama, lembre-se da sua mãe. Se possível, abrace-a e a agradeça por tudo. Ela não vai entender bulhufas dessa sua reação, mas garanto que no fundo isso vai reafirmar certos laços e confirmar o amor que você sente por ela. Se possível, diga que a ama. Para uma mãe, ouvir isso de um filho é uma das melhores coisas do mundo.
A minha mãe está longe, por isso, toda noite, eu lembro dela e dos nossos momentos que passamos juntas. E sempre que a encontro, digo que a amo mesmo não conseguindo falar de tanto chorar. Mãe é mãe e sem ela, não estaríamos aqui hoje pegando friagem, recebendo a ligação dela, ouvindo seus conselhos...
Esse foi um tapa na cara pra mim.
ResponderExcluirExplico: sempre dei mt valor à minha mãe e à minha avó pelos mesmos motivos q vc escreveu.
Eu sei q qdo não tiver elas por perto, vou me fuder. HAHAUUHHA xD
Mas hj mesmo eu tava pensando... Minha vó anda meio chata (idade chegando). Ela tem implicado com tanta coisa, que eu simplesmente tenho vontade de deixar ela falando sozinha.
Aí minha tia disse q só atura essas coisas pq minha vó já fez mt por ela - por todos nós - e ela achava q era um preço pequeno a se pagar.
Eu ainda fiquei matutando... "Fez muita coisa por ela - por todos, ok - pq ela quis tbm, né? Se não quisesse, não teria sido mãe".
Aí vc vem e posta isso.
Vou dar um abraço nela de boa noite e esquecer todas as baboseiras.
=*